quinta-feira, 9 de abril de 2015

Alunos da rede municipal de Pato Branco aprendem robótica nas escolas

A Prefeitura de Pato Branco iniciou o projeto “Robótica nas escolas” nesta semana, que leva oficinas de programação básica aos 5º anos da Rede Municipal de Educação, onde as crianças montam e dão movimento a robôs feitos de materiais recicláveis ou sucata. A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e pela Secretaria de Educação e Cultura.

O prefeito de Pato Branco, Augustinho Zucchi, ressalta que ao aproximar as crianças da tecnologia e estimular a inovação, a Prefeitura trabalha pelo futuro da cidade, bem como na consolidação do ambiente tecnológico, que destaca o Município em nível nacional e, hoje, representa significativa geração de emprego e renda.

“Assim como fizemos na Inventum, a primeira Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pato Branco, queremos incentivar as nossas crianças, mostrando para a população que é possível criar produtos inovadores e fortalecer o setor tecnológico do Município. Além disso, esse projeto dá sequência ao que já estamos realizando nas escolas, com a oferta de tablets para alunos e professores dos 4º e 5º anos”, ressaltou Zucchi. 

Quem ministra as oficinas é um dos cases de sucesso da Campus Party Brasil, agora pato-branquense, Alexandre Ferreira, o “Casemonstro” – que ganhou notoriedade pelo país com suas criações em gabinetes de computadores nada tradicionais, como o “Iron Man” e o “Dragão Vermelho”. Agora, trabalhando na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e atuando junto às escolas municipais de Pato Branco, Alexandre tem a missão de desmistificar a tecnologia, despertando o interesse dos pequenos pela área.

“A proposta é quebrar o paradigma de que a robótica é coisa de cinema ou algo impossível. As oficinas ocorrem de forma simples e dinâmica, envolvendo as crianças, dando a elas o prazer de montar e ver funcionando um robô”, destaca Alexandre.

Ao aprenderem sobre a mobilidade e os comandos de um robô, os alunos são iniciados na programação básica, pois passam a compreender a lógica por trás da robótica. Tudo com ares de brincadeira, num ambiente onde a criatividade predomina. “É um passo a passo, explicamos a função detalhada de cada peça e como ela se comporta em todo o conjunto, ligamos os fios necessários para que o robô tenha mobilidade, ande, etc. Nesse processo, mostramos os componentes e explicamos como funciona um robô, num módulo básico de programação”, pontua Alexandre.

Os principais materiais são ofertados pela Prefeitura, mas a intenção é que as crianças levem objetos recicláveis e sucatas nas oficinas, para dar identidade aos robôs. Bola de isopor, palitos de sorvete, garrafas pet e tecidos podem ser utilizados na composição dos “andróides artesanais”. “A ideia é que as crianças brinquem construindo robôs e que eles se tornem parte do dia a dia delas, assim como é a bola, o vídeo game, etc”, reforça Alexandre.

As oficinas, para cada turma, terão duração média de 16 horas, em que os alunos receberão certificado de participação. Nesta primeira etapa, o projeto atenderá 367 alunos, dos 5º anos das escolas Alvorada, Irmã Dulce, Jardim Primavera, José Fraron, Olavo Bilac, Rocha
Pombo, Santos Dumont e São João Batista de La Salle. 


                                                                 Escola Alvorada


                                                               Escola Irmã Dulce

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